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Resistência e Redescoberta - a importância do #BlackLivesMatter

Fonte: Arquivo pessoal, 2020.

Era uma segunda-feira, 25 de maio, você provavelmente estava no conforto da sua casa ou talvez no trabalho, talvez até mesmo pensativo sobre os rumos em que o distanciamento social está tomando. Nesse mesmo dia, um homem negro, de 46 anos, é acusado de comprar cigarros usando uma nota falsificada. Desarmado, ele é rendido e imobilizado com o joelho de um policial em seu pescoço por mais de nove minutos, mesmo avisando que não conseguia respirar, ele é negligenciado e morre. Uma adolescente de 17 anos filma tudo e rapidamente o vídeo toma conta das redes sociais, o que gera diversos protestos e manifestações nos EUA e ao redor do mundo, encorajando, inclusive movimentos já existentes contra a violência racial aqui no Brasil.

Mesmo com a hashtag #BlackLivesMatter se multiplicando nas redes sociais, o que é interessante, já que é uma luta de todos contra o racismo, as nossas atitudes (e quando digo nossas, eu me incluo nessa categoria) precisam muito ainda serem revistas e desconstruídas. No episódio dessa sexta-feira, 05 de junho, eu convidei os meus amigos pra gente conversar sobre essa temática, visto que eles sim, têm propriedade para falar sobre como são afetados diretamente pelo racismo estrutural.

Oi, gente, vocês podem se apresentar aos nossos ouvintes:

Foto: Auriléia Cabral, arquivo pessoal
Aurileia: Olá eu me chamo Aurileia, sou estudante de estudantes de Letras da Universidade Estadual do Maranhão.

Letícia: Oi gente meu nome é Leticia Medeiros e eu sou assistente social, sou mulher e também sou negra. É um prazer estar aqui falando com vocês a convite do meu amigo Tony e principalmente por compartilhar esse espaço com pessoas muito queridas.

Matheus: Olá, meu nome é Matheus Lopes. Eu sou professor, tradutor e intérprete de libras e língua portuguesa, formado em Letras Libras pela Universidade Federal do Maranhão e atualmente mestrando em Letras pela mesma instituição. Gostaria de agradecer a todos que estão nos ouvindo e também ao convite para estar aqui hoje compartilhando um pouco da minha opinião, da minha experiência enquanto homem negro dentro da sociedade brasileira.


Foto: Letícia Gabriela, arquivo pessoal

Luísa: Oi, me chamo Luísa Moraes, tenho 22 anos, sou graduanda em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão. Desde já eu queria agradecer a oportunidade concedida pelo Tony, através do Sextou com Platonyco para abordar um pouco da minha história enquanto a mulher negra.

Daniela: Oi gente! Meu nome é Daniela Alves e eu sou formada no curso de Letras Espanhol pela Universidade Estadual do Maranhão e é um prazer muito grande ter sido convidada para falar sobre a minha experiência e sobre esse assunto  que é tão importante, que nós nunca devemos deixar de mencionar que é a situação do negro no nosso cotidiano.

Mais uma vez, eu quem agradeço a participação de vocês. Eu chamei pra esse bate-papo também o meu amigo Lucas... queria saber de ti, primeiro, Lucas qual a importância da hashtag #BlackLivesMatter, literalmente Vidas Negras Importam para o movimento antirracista.

Foto: Lucas Medeiros, arquivo pessoal

Lucas: Olá Tony, tudo bem? Gostaria de agradecer o convite e já inicio respondendo teu questionamento sobre a importância do movimento anti-racial #BlackLivesMatter, eu destaco três, né? O primeiro é que ele trava uma luta contra o racismo estrutural, o segundo é que ele luta contra ações autoritárias das forças policiais, principalmente quando se trata de vidas negras, e o última é que ele escancara o grande objetivo das forças policiais, que querendo ou não, é a manutenção e controle da população negra. Eu espero que esse movimento e esse momento histórico que nós estamos vivendo que foi a partir aí da morte e do assassinato do George Floyd em Minneapolis nos Eua, possa ser um combustível para os movimentos, não são nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro.

Lucas, muitas pessoas tem dúvidas com relação ao termo adequado para se utilizar com a comunidade: negro, preto. Na dúvida, eu sempre acho que é melhor perguntar para pessoa como ela quer ser identificada

Lucas:  e como você me pergunta de como eu gosto de ser identificados como negro ou preto, eu sempre parto do pressuposto que as expressões ela estão muito mais ligadas às questões de leques e ressignificação histórica do que necessariamente da forma, então no meu discurso você sempre vai ver eu intercalando entre preto ou negro porque para mim isso é mais uma questão de léxico e ressignificações, então vai depender de cada um.

Fonte: Matheus Lopes, arquivo pessoal

Matheus, a gente tá vendo esse movimento em voga, por conta do assassinato de George Floyd, mas esse movimento não surgiu agora, né isso?

Matheus: Eu gostaria de começar falando primeiramente do movimento #BlackLivesMatter que a gente tem visto as hashtags e todas as fotos e vídeos na internet a respeito disso. Será que a gente realmente sabe o que isso significa? Esse movimento não surgiu ontem, não surgiu hoje, mas é um movimento antigo que luta pelo direito, pela igualdade das pessoas negras e pelo respeito as vidas negras inseridas em uma sociedade, afinal de contas somos tão humanos quanto todos os outros que compõem as classes sociais e é exatamente por isso que a gente precisa fazer com que a nossa voz seja ouvida. A gente vive em uma sociedade em que nós sequer somos considerados humanos em que as nossas vidas são consideradas mercadorias ou mesmo sem valor, então a gente precisa lutar e combater o racismo dentro da nossa sociedade e não apenas combater mas ser antirracista, de fato, é para isso que o movimento serve: para dar visibilidade as pessoas e as suas vivências enquanto negros dentro de um sistema opressor e colonial.

Sim, amigo, entendi e pra vocês meninas, qual a importância da hashtag #BlackLivesMatter

Aurileia: Primeiramente eu queria agradecer pela oportunidade de estar falando sobre algo tão importante que é a hashtag que vem sendo utilizada nos últimos dias Vidas Negras Importam. O movimento que foi criado lá nos EUA, porém que é de grande relevância para nós brasileiros, já que mais da metade da população do nosso país é negra, além de estarmos vivendo atualmente questões que integram literalmente o racismo no Brasil, então o movimento ele chega nos dando oportunidade de mostrarmos a voz, de não nos calarmos perante atitudes racistas, o que infelizmente é corriqueiro, mas nos permite criar um posicionamento perante tudo o que tá acontecendo, o que já é muito importante.

Foto: Luísa Moraes, arquivo pessoal

Luísa: Nós estamos observando nos noticiários, nos meios de comunicação uma hashtag importantíssima levantada a blacklivesmatter. Esta hashtag ela não é só uma hashtag, mas sim uma campanha contra violência que nós negros vivenciamos cotidianamente, infelizmente, né. E esta hashtag, ela representa uma luta, uma luta mundial, onde para que nós possamos viver de uma forma em que o sistema não nos oprima porque nós sabemos que os olhares que são a nós direcionados, são olhares de receio e a nossa história enquanto negros, não é só aquela história bonitinha de carta de alforria que a princesa Isabel assinou em 1821, não é aquilo. A nossa história é de resistência e foi através da #blacklivesmatter que eu comecei a me reconhecer como negra, até porque, gente complicado né, nem na escola eu podia me reconhecer porque eu não via professoras negras dando aula.

Leticia: o movimento foi desencadeado no Brasil após a morte de João Pedro, Jennifer, Kauan Peixoto, Kauã Rozário, Pedro Cauê, Ágatha e Ketellen de Oliveira. Todos esses nomes que eu falei eram de crianças e adolescentes negros com idade entre 5 e 16 anos que foram mortas, vítimas de violência policial nas favelas do Rio de Janeiro nos anos de 2019 e 2020. E pra quem está se perguntando: então o movimento trata-se apenas de violência policial contra negros? A resposta é não. O movimento conseguiu promover visibilidade as desigualdades raciais uma vez que instiga a busca pela informação, portanto tange todos os aspectos. Isso inclui a marginalização do povo negro, hipersexualização de mulheres e crianças negras, rompimento dos padrões estéticos de beleza europeu e também o feminicídio contra mulher negras, enfim a lista é muito grande.

Daniela: bem, eu acho de extrema importância quando o assunto é tomado como pauta principal na internet quando ele viraliza, quando ele chama atenção, quando ele vai para as ruas em forma de protesto ,também quando as personalidades da mídia se posicionam, levantam a bandeira do movimento porque nós sabemos que essas desigualdades são produções históricas, que todos nós nascemos. o que seres humanos, mas infelizmente essa ideia de tornar-se branc,o tornar-se negro, raça superior, raça inferior é ensinada no processo de socialização e negro precisa ir de frente contra isso, precisa fazer com que o movimento ganhe cada vez uma escala maior. O Estado tem criado com o tempo com base na persistência do movimento negro, políticas pública, no espaço acadêmico, cultural para que o negro mostre a sua diferença, mas que essa seja respeitada e que ela possa impedir que atos racistas como esse, continuem acontecendo, diariamente. O que é bem triste, mas que infelizmente nós ainda acompanhamos nas notícias, nos telejornais.

Realmente e acredito que vocês enquanto mulheres acabam sofrendo ainda mais com a discriminação

Letícia: eu enquanto mulher negra, minoria da minoria, tenho mais chances de morrer apenas por ser mulher. Você sabia que o mapa da violência de 2015 aponta que o número de feminicídio contra mulher branca diminuiu? Bom, né, mas enquanto isso da mulher negra aumentou mais de 50%. Você não se assusta com esses dados? Acontece que a mulher foi criada para agradar em todos os ambientes, casa, trabalho ela é desqualificada e silenciada. A negra, então, é diminuída pelo seu padrão estético e obrigada a seguir o padrão europeu só para ser mais notada. Durante a minha vida, eu passei mais de 5 anos alisando meu cabelo e odiando por não ser mais liso, enquanto crianças eu pedia que minha pele fosse um pouco mais clara para que eu me sentisse um pouco mais bonita. Hoje, caros amigos, meu cabelo é naturalmente crespo e eu sei que o problema não tá na minha pele. Aliás, elogiem suas irmãs negras somos absurdamente lindas!

Dani, assim como a Letícia você também passou por esse processo da transição capilar, né e isso provavelmente te fez ser alvo de discriminação

Daniela: bem é muito doloroso é até triste eu como mulher negra ainda em pleno século 21 falar sobre as situações de racismo que eu já vivi e que eu ainda vivo. Quando eu fiz a minha transição capilar que eu passei do cabelo com química que era alisado para o cabelo meu cabelo crespo natural, eu sofri racismo até mesmo dentro da minha família. Algumas pessoas perguntaram: nossa ela passou do liso para cabelo ruim? e como eu já não gosto desses termos olhei para a pessoa falar assim mesmo mas por que você tá chamando meu cabelo de ruim? ele é ruim para quê? para fazer o quê? Então você tem que conversar com as pessoas para que elas possam, para que elas deixam esses termos aos poucos. É difícil é, mas a gente tem que falar e quando eu usei as tranças também eu era vista diferente de uma forma até mesmo negativa em alguns locais que eu chegava: restaurantes, em lugares públicos com as minhas tranças. Como professora também do fundamental menor eu já dei bastante aulas para as crianças que eram de classe média alta e algumas crianças brancas chegavam para mim perguntavam, olhavam para mim e dizia: Tia a senhora queria ter o cabelo liso né? E eu tive que conversar com elas e explicar para elas e você percebe que aquilo ali, a pessoa não nasci com aquilo. Ela infelizmente ela é ensinada a ter um comportamento meio que racista, a usar termos racistas e nós temos que estar bem atentos em relação a isso para que possamos tratar as pessoas de uma maneira que elas possam entender e que elas possam reproduzir a partir daquela conversa, a partir daquele entendimento.

Aurileia de que forma o racismo te afeta?

Aurileia: o racismo de certa forma sempre esteve implícito em minha vida, porém o fato de achar alguns comentários normais ou às vezes não agressivos, que na verdade sempre são agressivos, eu nunca levava em consideração. Mas quando você tem um pouco de conhecimento você começa a entender que certos comentários são completamente desnecessários e que você não precisa aceitar. Eu já convivi com pessoas negras que tinham preconceito acerca da sua própria cor, pois elas configuram a cor branca como privilégio e por incrível que pareça isso acaba sendo normal em muitas famílias, na verdade não só nas famílias, mas na sociedade como um todo. Mas a gente precisa entender que não é.

Contigo aconteceu algo similar, né Luísa?

Luísa: e sim, eu tenho uma mãe negra, mas o meu pai ele não é negro e por ter mais convivência com a minha família paterna, a minha vida eu fui só fui me descobri negra com os meus 16/17 anos porque eu fui inspirada a padrões de gente branca como, por exemplo, alisar o cabelo. Sou grata né por me permitir abrir, me reconhecer porque nem na minha certidão de nascimento tem que eu sou negra, né, então daí a gente vê. A gente percebe que aquilo que a gente vive nos é ocultado né porque parece que ser negro era uma condição pejorativa, ninguém queria ser negro, todo mundo queria imitar o que aparecia na televisão e o que aparecia na televisão sobre nós era só que nós éramos sinônimos de violência.

Lucas você me contou sobre um episódio racista que aconteceu contigo no próprio ambiente acadêmico, poderia falar sobre isso?

Lucas: E quando você me questionar sobre a minha vivência com a questão racial, eu sempre me lembro de um fato que para mim foi um boom, uma virada para os meus questionamentos. Foi no ano de 2018 quando eu fui, aí estava sozinho no prédio da Universidade Estadual do Maranhão esperando meus colegas estavam vindo do ru, restaurante universitário, estava lá eu um menino preto de bermuda, camisa simples, chinelo e boné. A segurança chega, me questiona o que eu estava fazendo ali, eu disse que estava aguardando algumas pessoas, ela disse não você não pode aguardar aqui, eu questionei o porquê que eu não poderia aguardar ali, ela disse que não, só pode aguardar quem é aluno. Eu disse que eu sou aluno da universidade, ela ficou toda sem graça e me deixou ficar. A única coisa que vinha na minha mente é: eu estava de bermuda e camisa simples, chinelo e boné e era um menino preto, então, para mim essas minhas características não me autorizavam, segundo ela, ficar ali.

Matheus você me falou que o teu processo de aceitação enquanto pessoa negra foi gradual, né. Como foi esse processo?

Matheus: falando agora a respeito da minha vivência, eu acredito que durante boa parte da minha vida eu fui coibido a não me aceitar enquanto negro, a rejeitar as minhas origens, a rejeitar o meu fenótipo, meus traços negroides, a rejeitar toda minha ancestralidade. E hoje, como homem adulto, eu percebo que isso foi um erro e eu percebo o quão prejudicial isso foi na minha vida porque eu cresci tendo medo de quem eu era, tendo vergonha de quem eu era, da cor da minha pele, dos traços do meu corpo, do meu rosto, do meu cabelo, mas a partir do momento em que eu criei consciência disso e que eu deixei que essa consciência florescesse dentro de mim, de fato, eu pude perceber o quão diferente as coisas são e ao mesmo tempo que isso foi bom para que eu me aceitasse, me enxergasse como homem negro, de fato, também foi muito ruim porque eu pude perceber mais nitidamente o racismo e o preconceito que as pessoas têm entranhadas dentro de si por uma questão colonial, histórica e cultural e que muitas vezes elas escondem, ocultam isso, por meio de brincadeiras, por meio de piadas, por meio de comentários do tipo é a minha opinião é o que eu acho e isso acaba ferindo os nossos direitos, acaba ferindo a nossa própria existência e aqui no Brasil infelizmente ainda não é levado totalmente a sério.

Muito mais do que só levantar hashtag em redes sociais, é necessário que estejamos de fato engajados em cobrar das autoridades ações que respeitem a população negra e nós devemos utilizar o nosso privilégio pra quebrar padrões racistas. Questionando a ausência de negros em espaços em que estamos em evidência: na universidade, ambiente de trabalho. É parar de usar termos que só estigmatizam ainda mais e é beber sempre da própria fonte, pois esse não é o nosso local de fala. É promover conversas com os seus amigos, é divulgar os seus trabalhos, é consumir, é compartilhar, enfim tomar atitudes para não propagar mais o discurso racista. Obrigado meus amores, foi muito bom recebe-los aqui. Aprendi muito.

Lucas: Eu gostaria de encerrar essa minha participação com o pronunciamento, um trecho do pronunciamento do ex- presidente Barack Obama que ele deu no dia 3 de junho que diz assim: quero falar ao jovem de cor, as pessoas não brancas, elas já passaram por muita coisa, muitas vezes essa violência vem daqueles que tem que protege-los, quero dizer que suas vidas importam, vocês merecem uma vida feliz sem se preocupar ao entrar em uma loja.

Letícia: Aliás elogiem suas irmãs negras, somos absurdamente lindas obrigada pelo espaço, Tony.

E são mesmo, mais uma vez obrigado meus amores. A transcrição desse episódio e os endereços de e-mail pra contato dos nossos participantes vocês encontram no blog platonyco.com. O sextou com Platonyco está disponível em todas as plataformas digitais. A gente se encontra na próxima sexta, cheiro!

Fale com os nossos participantes:

Auriléia Cabral - aurileiacabral26@gmail.com

Daniela Alves - alves.daniela21@hotmail.com

Letícia Gabriela - leticiagabriela.medeiros@gmail.com

Lucas Medeiros - lucasmedeiros359@gmail.com

Luísa Moraes - luisamor4es@gmail.com

Matheus Lopes - mthsilva.ms@gmail.com

Episódio anterior - Histórias de uma festa de Halloween (feat. Cadimes)

Episódio seguinte - Enfrentamento ao Racismo (feat. Prof. Leandro Costa)


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